“Uma árvore de pequi e um casebre velho”, essa foi a visão do Pr. Fuckner ao olhar uma propriedade não muito atrativa apenas com mato em volta.
Além dele, Rafael Mário Ayupe, Célio Feitosa (líder do departamento de educação da ABC), Nevil Gorski (líder do departamento de educação da Divisão Sul-Americana) e o Pr. José Borges dos Santos (diretor do Centro Educacional de Anápolis) também estavam presentes na visita ao local onde hoje se encontra o Colégio Adventista Brasil Central (IABC).
Campo missionário
A mensagem adventista chegou em Goiás, na década de 1924. Carlos Heinrich, um médico alemão com uma trajetória missionária na Europa encontrou um novo campo missionário no estado. O início de seu trabalho começou com um pequeno grupo, logo mais, vários batismos e o crescente número de adventistas na região.
Em 1980, com o avanço da obra educacional, surgiu a necessidade de um internato adventista na região. Considerando que os estudantes precisavam mudar-se para outro estado para frequentar escolas, a Associação Brasil Central (ABC), com sede em Goiânia, decidiu dedicar esforços na procura de uma área para estabelecer a primeira escola com regime de internato na região Centro-Oeste Brasileira.
Durante o processo de procura, o pastor Fuckner visitou 40 lugares em busca da melhor localização. Em 3 de julho, após mais uma visita mal sucedida, no caminho voltando de uma fazenda entre os municípios de Anápolis e Jaraguá, em uma parada, um senhor ouviu o diálogo dos pastores Fuckner e Rafael Mario, e entendeu que eles estavam em busca de um local para construir um colégio.
O homem indicou um corretor na cidade de Anápolis que conhecia uma fazenda, os pastores pensaram que essa seria uma outra tentativa frustrada, mas Deus tinha outros planos.
Por meio da grande insistência, os pastores entraram em contato com o corretor na mesma noite. No dia seguinte, estavam eles na fazenda “Quilombo do Capivari”. Algumas características do local chamou a atenção do pastor Fuckner, que reparou na boa localização, na terra plana e no local elevado, o que tornava o clima agradável.
A terra, porém, parecia agradável somente aos olhos de Fukner. Enquanto ele enxergava naquele lugar possibilidades e um futuro a ser construído, os demais, ao olhar na mesma direção, viam apenas “mato em volta”.
Embaixo de uma árvore, às 10:00 da manhã, estavam presentes os pastores Luiz Fuckner, Alci Oliveira, Célio Feitosa, Darci Borba, Adolfo Reis, João Wolf, Mário Veloso, Nevil Gorski e o Sr. Ali. Nessa ocasião foi votado e aprovado a compra da propriedade. Pastor Fukner sugeriu que o internato fosse chamado de Instituto Adventista Brasil Central (IABC) sugestão aceita por todos presentes.

Formando as novas gerações
Há 41 anos, o Colégio Adventista Brasil Central colhe os frutos de uma história construída por pessoas que, no passado, olharam para o futuro com esperança. Ao longo dessas décadas, meninos e meninas passaram pela instituição e, por meio da experiência no IABC, tiveram a oportunidade de conhecer a Cristo e descobrir novos caminhos para a vida.
“Eu vejo o IABC como uma história que Deus vem escrevendo há 41 anos. Nós recebemos um legado, temos a responsabilidade de cuidar dele no presente e, ao mesmo tempo, precisamos preparar o IABC para aquilo que Deus ainda deseja realizar no futuro”, explica Simei Martins, diretor-geral.
Segundo o diretor-geral, o objetivo é preparar os alunos para a universidade, o mercado de trabalho e a vida em família, mas, acima de tudo, para a eternidade.
“Nosso maior sonho não é apenas que o aluno saia daqui com uma boa formação acadêmica. É que ele saia daqui com uma vida transformada por Jesus”, finaliza.

Uma dessas histórias é a de Ana Roseno, aluna da instituição. “Eu cheguei no IABC no meio do ano de 2025. Houve um momento em que pude perceber que o IABC me aproximava de Cristo e me proporcionava seguir os passos missionários do Mestre. Hoje, estou terminando o estudo bíblico e, daqui a alguns dias, vou me batizar”, comenta.
Outras histórias também fazem parte do legado do colégio. Entre elas está a de Rafael Sanches, que, neste ano de formatura, encerra um ciclo marcado por aprendizados e momentos que levará consigo para a vida.
“Quando um jovem passa pelo IABC ele não apenas se desenvolve academicamente, mas também desenvolve princípios e valores durante sua jornada. De certa forma o que vivi aqui não pode ser experienciado em nenhum outro lugar, aqui criei laços, princípios e valores que fizeram eu me tornar a pessoa que sou hoje”, relata.

Além da excelência acadêmica, no IABC, os alunos também constroem sua trajetória profissional seguindo os passos do Mestre e vivendo a missão. Esse é o caso de Fernanda Coelho, ex-aluna.
As experiências vividas no IABC despertaram nela um forte desejo de participar da missão. Por meio da Agência de Missões, ela participou de ações em Cocalzinho de Goiás e no Araguaia, além de se envolver, no dia a dia, em atividades voluntárias no campus.
“Essas experiências foram incríveis, mas também me ensinaram que a missão está presente nas pequenas ações do dia a dia, como ajudar no missionário da cozinha e fazer voluntariado com as tias da limpeza”, explica.
O que começou com a missão de encontrar um lugar para a construção de um colégio chega ao presente com o mesmo propósito, continuar apresentando Cristo, seja dentro de um colégio, fora do país ou onde quer que exista alguém que precise conhecer a esperança do Evangelho.