Palco da edição “Jornal Nacional nas ruas – Brasil que Ensina”, além de cenário de novela, Pirenópolis, uma das primeiras cidades fundadas em Goiás, foi o destino escolhido para uma experiência pedagógica em que os estudantes do Colégio Adventista Brasil Central (IABC) viveram na última quinta-feira.
Durante a visita à Fazenda Babilônia, os alunos conheceram aspectos do período escravocrata e da história da propriedade. Para Francisco Dias, responsável pelo tour, receber grupos escolares é uma oportunidade de manter essa memória viva e contribuir para que as novas gerações conheçam e reflitam sobre o passado.
“É muito importante lembrar da história. No passado, a mulher e o escravizado não tinham os direitos que temos hoje. Com o passar do tempo, a sociedade evoluiu, e conhecer essa trajetória também é uma forma de valorizar as conquistas de direitos”, afirma.

Segundo Francisco, o contato dos estudantes com esse contexto histórico torna a visita ainda mais significativa, já que permite que o conhecimento ultrapasse os livros e seja vivenciado no próprio espaço onde parte dessa história aconteceu.
Para a aluna Laura Lobo, o contato com a realidade de uma fazenda que utilizava os esforços de pessoas escravizadas ajudou a compreender processos que seriam difíceis de visualizar em sala de aula.
“No local, foi possível observar e entender, na prática, como esses processos aconteciam, tornando a experiência uma verdadeira imersão na história. Desde a oportunidade de operar um engenho de cana-de-açúcar até a possibilidade de experimentar a culinária do local, foram experiências únicas, que só são possíveis por meio de aulas e atividades como essa”, relata.
Diones Furtado, diretor do Instituto de Idiomas, explica que os passeios pedagógicos do colégio são diretamente ligados aos conteúdos estudados em aula.
“Neste por exemplo eles estão estudando a história dos Estados Unidos e aqui em Pirenópolis puderam entender o mesmo período da história vivido no Brasil, comparando economia, organização da sociedade, processo de colonização e outros tópicos que são comuns entre as duas culturas”, finaliza.
Ao percorrer espaços históricos e conhecer diferentes aspectos da formação da sociedade, os alunos desenvolvem a compreensão sobre o passado e percebem como a história pode ser estudada também a partir dos lugares, das pessoas e das experiências que ajudaram a construí-la.