Ao longo dos últimos anos, o Colégio Adventista Brasil Central (IABC) tem participado de projetos voltados à construção de novos espaços de adoração. As ações alcançam diferentes comunidades e envolvem estudantes.
Entre os locais que receberam novos espaços estão as comunidades indígenas Xerente e Apinajé, além de Anápolis e Alexânia, em Goiás.
Para o pastor Alex Melchör, diretor da Agência de Missões do IABC, plantar uma igreja significa criar um espaço que pode transformar a realidade de uma comunidade. “A gente sabe que quando se planta uma igreja, muitas bênçãos recaem sobre aqueles que vão fazer parte dela. É um ponto de luz que se acende”, afirma.
Igreja Adventista Residencial Mutirão – Alexânia

O plantio de um templo no bairro Residencial Mutirão, em Alexânia, começou com a aproximação dos estudantes do IABC. Através do projeto Missões Urbanas que apoia às comunidades locais, as equipes realizavam visitas aos sábados e participavam nas programações da igreja local.
“Com o apoio crucial de uma moradora que acolheu os voluntários na sua chácara e cedeu o imóvel de uma antiga marcenaria para ser transformado no novo templo, a missão ganhou forma. O objetivo desses dias foi trabalhar ali, visitando os irmãos, visitando as pessoas da igreja, e também trabalhando com o bairro onde nós iríamos plantar uma igreja”, relata pastor Arôvel Leonay.
O trabalho estendeu-se ao longo do ano, em julho, voluntários atuaram na limpeza e adaptação do prédio; em outubro, novas equipes mapearam o bairro rua por rua para aprofundar o apoio espiritual. Para manter a assistência contínua, o IABC criou a Equipe Elite, composta por alunos que deslocavam-se todos os sábados para acompanhar de perto a formação da nova congregação.
Comunidade Indígena Apinajé

Na comunidade indígena Apinajé, as ações missionárias do IABC começaram em 2025, em parceria com a Missão Calebe do distrito de Tocantinópolis (TO). Desde então, a Agência de Missões tem mobilizado estudantes e colaboradores da instituição para participar das iniciativas realizadas na região.
Segundo o pastor Alex Melchör, o trabalho começou com o apoio à abertura de pontos de pregação conduzidos por missionários nativos e moradores locais. O IABC também contribuiu com a construção de alguns galpões de palha, utilizando matérias-primas encontradas na própria natureza e adequadas à realidade da comunidade.
Em 2026, a atuação avançou para uma nova etapa, com o apoio à construção de uma igreja em uma das aldeias da comunidade Apinajé. A iniciativa contou com a parceria do IDE-GO e da Missão Tocantins, envolvendo a instituição na assistência a ações missionárias na região.
“No ano de 2027 prosseguiremos com as missões e as construções destes templos”, finaliza Alex .
Comunidade Indígena Xerente

Há cerca de oito anos, o IABC iniciou o trabalho missionário entre os Xerente, começando pela aldeia do Salto. As primeiras ações envolveram iniciativas sociais e obras voltadas às necessidades da comunidade. Entre elas, esteve a construção de um barracão utilizado pela aldeia para a realização de atividades.
Com o passar do tempo, alguns moradores foram discipulados e participaram de formações eclesiásticas. Alguns deles também estiveram no IABC durante um período para estudar. Desse processo nasceu a Igreja Adventista da aldeia do Salto, construída por meio das ações missionárias realizadas pelo IABC.
“Agora em 2026, uma nova aldeia começou a ser atendida por nós, a aldeia da porteira. Nessa aldeia, já existia uma comunidade de adventistas, mas sem templo para cultuar. Iniciamos a construção e finalizaremos a igreja nas próximas missões”, destaca o pastor Alex.
Anápolis

Em 2026, um novo projeto de plantio de igreja começou em Anápolis, seguindo uma estratégia já adotada pelo IABC, em comunidade. A iniciativa reúne estudantes, professores e membros de outras igrejas para desenvolver ações missionárias e acompanhar de perto os moradores da região.
“Nos primeiros quatro sábados, os estudantes participaram de visitas e pesquisas bíblicas, identificando pessoas interessadas em conhecer mais sobre a Bíblia. Na sequência, um salão foi preparado para receber uma classe bíblica, conduzida pelas comunidades de alunos e por professores do IABC, entre eles o professor Thander, que atua como instrutor bíblico”, explica Alex.
Além das ações realizadas aos sábados, um grupo-base de irmãos, formado por membros vindos de outras igrejas, passou a atuar no local. “A expectativa é que, com a continuidade das atividades, dos estudos bíblicos e do acompanhamento da comunidade, o trabalho avance até a formação de uma nova congregação e, posteriormente, se torne uma nova igreja em Anápolis”, finaliza Alex.